Depois de uma frente fria que fez os termômetros despencarem para menos de 10ºC em algumas áreas do Brasil, agora estamos nos aquecendo novamente.

Consolidação de uma forte massa de ar quente

Uma alta pressão atmosférica está intensificando a circulação de ventos quentes que vêm do interior do país. O resultado? Um clima mais seco e com temperaturas mais altas. Prepare-se, porque a umidade relativa do ar vai cair ainda mais nos próximos dias, o que pode ser um risco para nossa saúde.

Quem será mais afetado?

A região centro-sul parece ser a mais impactada. Na maior parte dos estados dessa área, a temperatura deve ficar entre 2,5ºC e 3°C acima da média. Porém, em alguns lugares, como boa parte de Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul, o aumento pode chegar a impressionantes 10ºC acima da média.

Duração do calor

De acordo com a Climatempo, o calor forte e seco começa a ganhar força a partir de sábado (17), com a onda de calor iniciando oficialmente no domingo (18). E não espere um alívio rápido: essas altas temperaturas devem persistir até pelo menos o dia 22 de agosto.
Temperatura nas capitais

Riscos à saúde

Essas mudanças bruscas entre frio intenso e calor excessivo não são apenas desconfortáveis – elas podem prejudicar seriamente nossa saúde. A alternância afeta nossa imunidade e pode levar desde problemas cardíacos até alterações no humor. No frio, nosso corpo trabalha mais para se manter aquecido, reduzindo nossa capacidade defensiva. Já no calor extremo, ele enfrenta estresse térmico e perde a eficiência em regular nossa temperatura corporal.

Pessoas com doenças respiratórias, como asma e rinite, precisam estar especialmente alertas, já que essas condições podem se agravar rapidamente. É comum ver um aumento nos casos de crises respiratórias e pneumonia, especialmente em idosos e crianças.

As oscilações abruptas também podem provocar sérios problemas cardíacos. Quando passamos do frio para o calor, nosso sangue fica menos espesso, diminuindo nossa pressão arterial e exigindo mais do coração para bombear o sangue. Por outro lado, quando vamos do calor ao frio abruptamente, nossa pressão aumenta significativamente.

Estudos indicam que tanto o excesso de frio quanto o excesso de calor foram associados a mortes por AVC. De acordo com uma pesquisa publicada na revista Neurology, só em 2019 mais de meio milhão de pessoas faleceram por AVCs ligados às temperaturas extremas — sendo o calor excessivo o principal culpado.