A quinta-feira (14) será marcada por múltiplos alertas climáticos no país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), há risco amarelo para chuvas intensas e também para baixa umidade relativa do ar em diversas áreas.

Uma nova frente fria avança desde quarta-feira (13), impactando principalmente o litoral leste do Brasil. Atrás dela, uma massa de ar polar se desloca pelo território, influenciando as regiões Sul e Sudeste e mantendo as manhãs geladas por vários dias.

Reforço do frio a partir de quinta-feira

No amanhecer de quinta-feira, as temperaturas na Região Sul permanecem baixas. No Rio Grande do Sul, variam de 3°C na serra a 10°C na região metropolitana de Porto Alegre.

Em Santa Catarina e Paraná, ficam abaixo dos 8°C, podendo chegar perto de 3°C nas áreas serranas, com risco de geadas fracas.

Antes da chegada da massa polar ao Sudeste, a frente fria provoca mudanças no clima da faixa leste, com chuvas fracas e garoas previstas para São Paulo e Rio de Janeiro.

O ar frio atinge a região na noite de quinta e madrugada de sexta (15), mantendo temperaturas amenas. Na sexta, o leste paulista, sul de Minas e Rio de Janeiro terão mínimas de 9°C a 13°C e máximas que não passam de 22°C.

No estado do Rio, a variação será de 12°C a 25°C, enquanto no sul de Minas as mínimas ficam entre 6°C e 9°C e as máximas chegam a 24°C.

Chuvas fortes previstas para o norte

Apesar da estiagem predominante no país, o extremo Norte segue com instabilidade intensa. A umidade transportada pelo Atlântico Equatorial e as altas temperaturas impulsionam chuvas fortes nesta quinta-feira (14).

As tempestades, previstas para a tarde, podem vir acompanhadas de descargas elétricas, afetando Amazonas, Pará, Amapá e Roraima, com risco de transtornos. Até domingo (17), os maiores volumes de chuva se concentram ao norte do Rio Amazonas:

No noroeste do Amazonas, o acumulado pode chegar a 50 mm, enquanto o extremo norte de Roraima alcança 60 mm. Macapá/AP tem previsão de 42 mm no período.

Umidade crítica semelhante à de desertos

O cenário de estiagem na região central do Brasil provoca umidade relativa do ar em níveis extremamente baixos.

Nesta quinta (14), áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Minas Gerais devem registrar apenas 12%, índice inferior ao encontrado em desertos, que varia entre 14% e 20%.

A situação preocupa, pois está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aumentando casos de problemas respiratórios.

O quadro também afeta o norte do Paraná, oeste da Bahia e grande parte do sertão nordestino, onde a umidade não passa de 20%.