Olá! Você já percebeu como o céu fica diferente quando há queimadas por perto? Nos últimos dias, algumas cidades do Rio Grande do Sul têm observado uma neblina de fumaça encobrindo o sol.
Essa fumaça vem lá do Norte do país, mais especificamente da Amazônia e do Pantanal, e até de países vizinhos como a Bolívia. Segundo a MetSul Meteorologia, correntes de ar quente carregam essa fumaça até o sul, deixando o céu acinzentado e o sol com tons avermelhados e laranjas.
Impactos locais e preocupações globais
Em Manaus, a capital do Amazonas, a situação é bem tensa. Desde o início do mês, a população local tem enfrentado uma intensificação das queimadas.
Imagens recentes mostram uma cortina de fumaça cobrindo a cidade, e a qualidade do ar foi classificada como “ruim” e “muito ruim”. Mas nesta segunda-feira, parece que a qualidade do ar deu uma leve melhorada.
E não é só o incômodo da fumaça que preocupa. Especialistas alertam sobre os perigos dos gases liberados pelas queimadas, como o monóxido de carbono.
Esses gases contribuem para o aquecimento global, secam as florestas e aumentam o risco de novos incêndios. Além disso, problemas respiratórios entre a população são uma constante preocupação.
A extensão do problema
Segundo imagens de satélite do Copernicus ECMWF, parte do Programa de Observação da Terra da União Europeia, há uma “enorme quantidade de fumaça em toda a América do Sul”. Essa névoa vem das queimadas que começaram mais cedo este ano no Brasil e na Bolívia, atingindo também o Sul e Sudeste do Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou recentemente o Pantanal para conferir os estragos causados pelo fogo. Esta visita aconteceu num momento crítico, onde mais esforços são necessários para controlar as chamas.
De janeiro a julho deste ano, houve um aumento de 11% nos focos de incêndio em comparação ao mesmo período em 2020 durante a gestão de Jair Bolsonaro.
Resposta governamental
O governo federal não está medindo esforços para combater essas queimadas. Atualmente, 890 profissionais estão envolvidos nos esforços de contenção, utilizando 15 aeronaves e 33 embarcações. Além disso, foram liberados R$ 137 milhões em créditos extraordinários para ajudar nessa luta.
No Norte, as queimadas na Amazônia bateram recordes em julho, com 11.145 focos detectados – o maior número para este mês desde 2005.
Esse número é alarmante, especialmente considerando que metade desses focos ocorreu nos últimos oito dias de julho. Os estados mais afetados foram Amazonas e Pará.
Até julho deste ano, foram registrados 24.462 focos de fogo na Amazônia, representando quase metade das queimadas de todo o ano.
E apesar desse cenário desolador com as queimadas, há um lado positivo: o desmatamento está em queda este ano.
É impressionante pensar como fenômenos tão distantes podem afetar nossas vidas aqui no Sul, não é mesmo? A natureza é realmente uma teia interconectada e nossas ações têm impacto direto nela.



