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Após seis anos, governo avalia e não descarta retorno do horário de verão

Governo avalia retorno do horário de verão em 2025 após seis anos
Ana Caroline MirandaPor Ana Caroline Miranda27 de agosto, 20253 Mins. Leitura
Após seis anos, governo avalia e não descarta retorno do horário de verão
Foto: Divulgação / Agência Brasil - Arquivo

O governo federal ainda não descartou a possibilidade de retomar o horário de verão em 2025, após seis anos de suspensão.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o tema segue em análise e é acompanhado por diferentes órgãos do setor elétrico.

“A análise de 2025 busca avaliar os resultados dos estudos prospectivos ligados ao atendimento do pico de demanda de energia, para suprir a carga de forma coordenada, considerando o comportamento da geração não despachável das usinas solares e fotovoltaicas”, informou o ministério em nota.

Vale ressaltar que o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico segue acompanhando o sistema elétrico, subsidiando as autoridades com informações atualizadas para fins da decisão mais adequada acrescentou a pasta

Como funcionava o horário de verão

O horário de verão foi implementado com o objetivo de aproveitar melhor a luz natural e reduzir o consumo de energia durante o horário de pico, que acontece entre 18h e 21h.

Entre outubro e fevereiro, os relógios eram adiantados em uma hora em diversos estados brasileiros, além do Distrito Federal. Dessa forma, buscava-se diminuir a sobrecarga nas linhas de transmissão, nas subestações e nos sistemas de distribuição de energia.

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Em 2019, o governo decidiu encerrar a medida. A justificativa apresentada foi a de que, com a mudança nos hábitos da população e o aumento da eficiência energética, os benefícios para o setor já não eram significativos.

Avaliação do setor elétrico

O Plano da Operação Energética (PEN 2025), elaborado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), aponta que a retomada do horário de verão poderia contribuir para reduzir a pressão sobre o SIN (Sistema Interligado Nacional).

O relatório mostra que a geração de energia no país cresceu, especialmente com a expansão de fontes intermitentes, como a eólica, a solar e a MMGD (mini e microgeração distribuída). No entanto, tanto a solar quanto a MMGD apresentam baixa produção durante a noite, justamente no período em que a demanda é maior.

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Com a mudança de horário, seria possível aliviar o consumo no pico noturno e, consequentemente, reduzir a necessidade de acionar usinas termelétricas — recurso mais caro e mais poluente, que eleva os custos ao consumidor.

Impactos econômicos em bares e restaurantes

A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) defende a volta do horário de verão.

Além de contribuir para a redução da sobrecarga no sistema elétrico a um baixo custo, a entidade aponta que a medida traria benefícios econômicos e sociais relevantes.

Segundo estimativas, o maior aproveitamento da luz natural no fim da tarde pode gerar aumento de até 50% no movimento dos bares e restaurantes entre 18h e 21h, o que representaria acréscimo de 10% a 15% no faturamento mensal do setor.

No ano em que o Brasil sedia a COP30, recorrer a termoelétricas, que são as usinas mais poluentes, é incoerente. Ainda mais que há a possibilidade de mitigar ao menos um pouco a situação adotando a volta do horário de verão ainda esse ano declarou Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel

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