A previsão meteorológica para a semana de 17 a 21 de março aponta para uma variedade de condições climáticas no Brasil.

Enquanto o Sul e parte do Sudeste sofrem com altas temperaturas, o Norte e o Nordeste enfrentam chuvas intensas, afetando as atividades agrícolas.

No Centro-Oeste, continua a instabilidade, com chuvas esparsas proporcionando algum alívio na umidade do solo.

Sul: altas temperaturas e escassez de chuvas

O período será caracterizado por calor severo e umidade reduzida no Rio Grande do Sul, principalmente nas regiões oeste e sudoeste, onde as temperaturas podem atingir até 37 °C.

Tanto Santa Catarina quanto Paraná experimentarão dias típicos de verão, com sol predominante e eventuais pancadas de chuva à tarde.

A escassez de precipitação pode ser prejudicial para as culturas em estágio final de crescimento, embora seja vantajosa para a colheita da soja, do arroz e do milho de primeira safra.

As chuvas mais expressivas devem ocorrer no litoral de Santa Catarina e Paraná, com volumes de 20 a 30 mm, mantendo uma umidade relativa do ar mais alta.

Sudeste: calor persiste, mas chuvas retornam

Uma frente fria que se desloca pelo Sudeste trará instabilidade, com chuvas esperadas em São Paulo, Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais e partes do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A zona da mata mineira, o Rio de Janeiro e o centro-sul do Espírito Santo podem ter acumulados acima de 100 mm, elevando o risco de inundações e complicando os trabalhos agrícolas.

No interior paulista, no Triângulo Mineiro e no centro-norte do Espírito Santo, espera-se chuva entre 15 e 25 mm, suficiente para manter a umidade do solo sem afetar as operações agrícolas.

O norte de Minas Gerais continuará quente e seco, aumentando o estresse hídrico nas lavouras.

Centro-Oeste: chuvas dispersas e clima instável

A semana se inicia com instabilidade em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com possibilidade de tempestades isoladas que trazem ventos moderados e raios.

Contudo, não se prevê chuvas abundantes, favorecendo a colheita da soja e o plantio do milho segunda safra.

Os volumes acumulados entre 20 a 40 mm ajudarão a manter bons níveis de umidade no solo e no ar. Em Goiás, o tempo será mais seco no sul e leste do estado, enquanto no norte goiano podem ocorrer pancadas isoladas.

Nordeste: fortes chuvas no norte e seca no interior

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua a influenciar o clima na área, trazendo chuvas fortes para Maranhão, norte do Piauí e Ceará, com volumes que podem ultrapassar os 70 mm.

Essa condição pode dificultar as atividades agrícolas mas garante umidade ao solo. Na costa leste, incluindo cidades como Salvador (BA), Recife (PE) e Natal (RN), há previsão de pancadas esporádicas.

Contudo, o interior enfrenta tempo seco que intensifica a estiagem prejudicando culturas e pastagens. Espera-se que na próxima semana as chuvas alcancem essas áreas interiores revertendo o déficit hídrico com volumes entre 40 a 80 mm.

Norte: tempestades frequentes impactam vias

A instabilidade segue firme na região Norte com fortes precipitações no Acre, Amazonas, Roraima e nas áreas norte e litorâneas do Pará.

Com acumulados superiores a 70 mm há riscos ao tráfego rodoviário especialmente por alagamentos e lamaçais. Nos estados adjacentes da região os volumes pluviométricos variam entre 30 a 40 mm benefícios à manutenção das pastagens e das culturas em crescimento.

As águas aquecidas do Pacífico Equatorial indicam que pode haver uma redução nas precipitações na região em abril, influenciada pelo fenômeno El Niño Costeiro.