A terça-feira começa com um desenho climático de fortes contrastes pelo país. Uma massa de ar polar derruba as temperaturas no Sul, com frio intenso e possibilidade de geada em várias áreas, enquanto temporais ganham força no Sudeste e no Centro-Oeste, com atenção redobrada para Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
No Sudeste, a instabilidade é generalizada. A frente fria causa chuva forte e rajadas de vento que podem atingir 70 km/h, sobretudo entre o litoral paulista e fluminense.
Ao longo do dia, o tempo permanece carregado em RJ, MG e ES, com risco de pancadas intensas acompanhadas de raios e ventania.

Em São Paulo, a chuva perde intensidade, mas o céu segue encoberto e ainda há chance de precipitações fracas no leste do estado.
Agora em setembro a gente vai ter um retorno das chuvas de uma forma gradual explica a meteorologista Andrea Ramos
“Chuvas são associadas com calor. Então quando você tem esse calor com a entrada de umidade, como é o caso, isso resulta em fortes pancadas, trovoadas, rajadas de vento e granizo.”
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de tempestade e de declínio de temperatura para a região. Os avisos estão no grau de severidade “Perigo”, o segundo nível mais intenso na escala do órgão.
Já no Sul, o avanço da frente fria, reforçado por uma área de alta pressão, garantiu tempo firme, mas com temperaturas baixas.
As Serras Gaúcha e Catarinense, além do sul do Paraná, registraram mínimas abaixo de 4 °C e formação de geada nas primeiras horas do dia.

Apesar do sol, a sensação permanece amena e, no Paraná e no norte de Santa Catarina, a umidade relativa do ar tende a cair a níveis críticos, entre 21% e 30%.
No Centro-Oeste, a umidade elevada mantém a atmosfera instável. Goiás, Mato Grosso e o Distrito Federal têm previsão de chuva frequente, com possibilidade de temporais isolados à tarde.
Mesmo com as instabilidades, o tempo abafado predomina, com temperaturas altas. Em Mato Grosso do Sul, o ar seco volta a ganhar força e derruba os índices de umidade para a faixa de 21% a 30%.
No Nordeste, a circulação de ventos marítimos favorece pancadas de chuva entre Alagoas e Pernambuco, porém de forma irregular. No interior, o padrão continua seco e quente, com baixa umidade e ventos moderados de até 50 km/h.
No Nordeste, há uma tendência de pouca nebulosidade ao longo da faixa litorânea afirma Ramos
“Pode chover nessa área, mas nada muito gritante.”
No Norte, a combinação de calor e umidade segue alimentando instabilidades.
O risco de temporais é maior no Acre e no oeste do Amazonas, mas também pode chover forte em áreas do Pará, Tocantins e Roraima. No Amapá, o tempo permanece firme e quente.
Alertas do inmet

A recomendação do Inmet é evitar enfrentar o mau tempo, observar alterações em encostas e, se possível, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.
O Instituto também reforça instruções específicas para quem vive em áreas mais suscetíveis às chuvas. Veja:
- Desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia;
- Observe qualquer alteração nas encostas;
- Permanecer em local abrigado; em caso de rajadas de vento, não se abrigue sob árvores devido ao risco de queda e descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
- Em situação de inundação — ou similar —, proteja seus pertences da água usando sacos plásticos;
- Busque mais informações junto à Defesa Civil (199) e ao Corpo de Bombeiros (193).



