Com a saída da frente fria e o enfraquecimento da massa de ar polar, uma onda de calor e secura volta a ganhar força sobre o país.
Segundo a Climamundo, um bloqueio atmosférico está se consolidando na região central do Brasil, redirecionando os ventos e favorecendo a entrada de ar mais quente.
Terceiro veranico do ano se estende por quase uma semana
De acordo com os meteorologistas, o terceiro veranico de 2025 terá início na próxima quarta-feira e deve permanecer ativo até a segunda-feira seguinte.
Durante esse período, o Centro-Oeste será a região mais impactada, com temperaturas que podem atingir os 40 °C, especialmente em Mato Grosso e parte de Goiás.
No interior paulista e nas áreas norte e nordeste do Paraná, os termômetros podem chegar a 35 °C. Já no Rio de Janeiro, a expectativa é de temperaturas acima dos 30 °C a partir da metade da semana, indicando dias de calor persistente.
Mapa mostra onde calor será mais intenso
As regiões destacadas em vermelho nos mapas meteorológicos terão máximas até 5 °C acima do esperado para agosto.
Já as áreas em laranja — como norte de Santa Catarina, sul e leste do Paraná, centro-sul do Rio de Janeiro, sul e Zona da Mata de Minas Gerais, Triângulo Mineiro, além de porções do centro-oeste de Goiás, centro-norte de Mato Grosso e Rondônia — registrarão temperaturas entre 3 °C e 5 °C acima da média.
Mesmo assim, nas capitais do Sul e em grande parte do Sudeste, as temperaturas devem permanecer relativamente baixas.
[clube_cta]O climamundo ressalta que, historicamente, as médias mais elevadas de agosto se concentram no Centro-Oeste, Norte e interior do Nordeste.
Alerta para ar seco e risco à saúde
Além do calor, o fenômeno será acompanhado por dias secos. A umidade relativa do ar, que já se encontra abaixo do ideal, deve cair ainda mais.
A ausência de chuvas e a elevação das temperaturas agravam a situação e aumentam o alerta para problemas respiratórios.
Atualmente, o norte do Mato Grosso do Sul e o sul de Mato Grosso estão em estado de emergência, com índices inferiores a 12%.
Em grande parte da região central do Brasil, o nível de umidade oscila entre 12% e 13%, caracterizando quadro de alerta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a umidade relativa do ar esteja próxima de 60% para condições adequadas de saúde.
- A baixa umidade favorece irritações nas vias respiratórias e nos olhos.
- Aumenta o risco de desidratação, especialmente entre idosos e crianças.
- É essencial reforçar a hidratação corporal e evitar atividades físicas intensas nas horas mais quentes do dia.
São Paulo registra frio abaixo da média
Enquanto algumas áreas enfrentam calor intenso, o estado de São Paulo mostra comportamento oposto.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média das temperaturas mínimas e máximas desde o início do inverno até a última quarta-feira está 1 °C abaixo da média histórica. Nesse período, a média foi de 12,2 °C, contra 13,2 °C normalmente observados.
O Inmet lembra ainda que o inverno mais frio já registrado foi o de 1994, quando a temperatura mínima média atingiu 10,8 °C, representando uma anomalia de 2,4 °C abaixo da climatologia esperada.
