Recentemente, o Sudeste do Brasil experimentou algumas das temperaturas mais elevadas do país, com oito dos dez registros mais altos ocorrendo nesta região na última segunda-feira (20). Destacaram-se o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, onde Niterói atingiu 38,9°C, Alegre registrou 38,6°C e tanto Cambuci quanto Silva Jardim alcançaram 38,4°C.
Os fatores por trás da onda de calor
A Climatempo identificou três principais fatores responsáveis pelo aumento das temperaturas. O primeiro é a redução da nebulosidade, que permite que o sol incida com maior intensidade e por mais tempo.
O segundo fator é a falta de ventos frios de origem polar. Porém, o terceiro fator, menos conhecido, chamado de aquecimento adiabático, foi o que mais contribuiu para o pico de calor.
O aquecimento adiabático é frequente na região da Serra do Mar, abrangendo estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.
Este fenômeno ocorre quando ventos empurram o ar quente do planalto em direção ao mar, processo intensificado pela presença de montanhas. Durante essa movimentação, o ar aquece aproximadamente 1°C a cada descida de 100 metros.
Entendendo o Aquecimento Adiabático
Tomando como exemplo a relação entre São Paulo e a Baixada Santista: se a temperatura na capital fosse de 30°C, com o aquecimento adiabático, Santos poderia registrar quase 38°C.
Nesse cenário, o ar desce pela Serra do Mar impulsionado por ventos que vêm do noroeste, conforme explica Josélia Pegorim, meteorologista da Climatempo.
As previsões indicam que o calor intenso continuará nos próximos dias no Sudeste. A região deve esperar somente leves pancadas de chuva, sem expectativa de queda nas temperaturas devido à ausência de grandes massas de ar polar.



